Rancho Folclórico

Luz dos Candeeiros

 

Letras

História

Calendário

Localização

Galeria de Fotos

Apresentação de Trajes

Letras

Contactos

Direcção

Links

Discografia

INÍCIO

http://www.folclore-online.com/

 

 

Letras

  As letras das canções de uma época são talvez a melhor forma de conhecer essa mesma época. Falam das tristezas, alegrias e problemas;  de toda a vivência de um povo.

  Só é possível entender o folclore, dando particular atenção ás letras. Elas transportam-nos para outro tempo onde conseguimos ser espectadores dos nossos antepassados. 

  Aconselhamo-lo então,  a ter particular atenção às palavras que se seguem : 

 

Vira da Minha Aldeia

 
 
O vira da minha aldeia
È um vira como os de mais
Dançado à luz da candeia
Em casa ou nos arraiais
 

Ao centro rapazes agora as cachopas
nós somos uns azes fechados em copas
vamos sem demora ao centro bater 
se não for agora quando é que há-de ser 
 

 
 

 

 

 
 
Sempre à roda sempre à roda 
Rapazes e raparigas 
Dançamos a noite toda 
Ao som de alegres cantigas 

Refrão
 
Vá de roda vá de roda
Para toda a gente ver
agora acabou a roda
vamos ao centro bater

Refrão
 

Reinadio

 

 
Reinadio reinadio 
Pois agora é que é reinar 
Foi-se o meu amor embora 
Agora é que é namorar
 

O meu amor disse à mãe 
Que me avia de deixar 
Primeiro deixei-o eu
Toma lá vai-te gabar 
 

De noite sonho contigo 
De dia só penso em ti
Esquecer-te não consigo 
Desde o dia em que te vi
 

Namorados falem baixo
Que as paredes tem ouvidos 
Os que são mais encobertos 
São os que são mais sabidos

 

 
Não chores a tua vida 
Ai tens mais em que pensar 
Pensa bem minha menina 
Que alguém te há-de amar 
 

Quem tem amores escondidos 
Nas dobras do coração 
Pode perder o sentido
Mas nunca perde a ilusão
 

Namorar qualquer namora
Qualquer homem é casado 
Sustentar mulher e filhos 
É que a porca troce o rabo
 

Namorar e casar logo 
Não faças como o cartaxo 
Foi namorar a cereja 
E caiu do ramo a baixo

 

Pastor
 
Foi na serra dos candeeiros
Ai que eu vi o pastor 
Na capa trazia escrito
Quem será o meu amor
 
Cantado e dançando 
As danças da terra 
Eu vi meu amor
No alto da serra
 

Sou pastor estava na serra 
Comendo a minha broa
Tu estavas cá em baixo
Lavando junto à lagoa
 
Refrão
Tu a descer a serra 
Arrumadinho ao queijado 
Eu ca em baixo esperando
Pois quero ir guardar teu gado
Refrão
Tu irás guardar meu gado
Por esses vais e outeiros
De manhã na serra da lua
De tarde na dos candeeiros
 
Refrão 
 
 
Verde Gaio
 
 
As penas do verde Gaio
São verde e amarelas 
Não me empurres que eu não caio
Que eu sou rijo das canelas
 

Verde Gaio é novo é novo
Veio à pouco a Portugal
Só me trouxe uma lourinha 
No laço do avental
 

Verde Gaio é meu é meu
Que me custa o meu dinheiro
Sete patacos e meio
Lá no Rio de Janeiro
 

Verde Gaio é tolo é tolo
É tolo que já namora 
Deixa pai deixa mãe
Deixa tudo e vai-se embora

 

 

Rosa Roseira

 
 

Quem anda no meio é rosa ó roseira
Não pode negar que é moça solteira.


Que é moça solteira não pode negar
Ao mais lindo par se vai agarrar.


Se vai agarrar se já agarrou
Não chores amor que eu ainda aqui estou.


Ora adeus, adeus, adeus que me vou
Não chores amor que eu ainda aqui estou
Ainda aqui estou, ainda aqui estava
Não chores amor que eu não te deixava
Eu não te deixava, nem te deixaria
Adeus amor até outro dia.


Quem anda no meio é cravo ó craveiro
Não pode negar que é rapaz solteiro.


Que é rapaz solteiro não pode negar
Ao mais lindo par se vai agarrar.


Se vai agarrar se já agarrou
Não chores amor que eu ainda aqui estou.
 

Ora adeus, adeus, adeus que me vou
Não chores amor que eu ainda aqui estou
Ainda aqui estou, ainda aqui estava

Não chores amor que eu não te deixava.

 

 

Ceifeiras

 
 
Sou ceifeira sou ceifeira 
Sou ceifeira sou do campo
O meu pai é lavrador 
Nas lindas terras de tantos
 

Que lindas ceifeiras
De rostos corados
Levam trigo ás eiras
Por elas ceifado
O povo é ladino
E sempre semeia
Os campos tão lindos
Cá da nossa aldeia
Assim que começa a ceifa 
Já não tenho em que pensar 
Já não vejo o meu amor
Minha alegria é ceifar
 

Refrão
A formosura não esquece 
Quando é o tempo da eira
Pelo olhar se conhece 
O rosto de uma ceifeira
 

Refrão
 

Agora p’ra terminar
Eu digo p’ra todos vós
Assim eram as ceifeiras 
De Arrimal Porto de Mós
 

Refrão